Contos do Arco Íris
Elias, Marta - Lisboa: Oficina do Livro, 2008

 

Os contos deste volume são um conjunto de ficções narrativas, com muita imaginação, pretendendo ensinar, simultaneamente, um fenómeno físico que se observa no céu após uma queda de precipitação.
Com personagens humanas, animais ou seres mitológicos o narrador ora diz sobre o valor da determinação e da força de vontade, apesar da diferença, caso do papa-formigas Tapi e do polvo Joaquim (vermelho e laranja); ora discorre sobre o perigo de desejos incontroláveis que conduzem a sacrifícios ternurentos, como a menina Flor e os pais (amarelo); ora explica como da rejeição de uma tarefa surge o gosto pelo que se faz (verde – os duendes); ora constrói uma história de índios a partir de personagens incapazes de tomar decisões (índigo); ora apresenta uma família descrente em boatos a desfazer uma lenda perversa e injusta (violeta). Fica para o fim o conto sobre o Azul, mas não na sequência das narrativas, porque é ele que explica numa atmosfera de plástica e poética visuais a existência do Arco-íris, personificando as próprias cores.
Além de uma ilustração de desenho chamativo pelas tonalidades e cinético pelas posturas, da autoria de Rita Andrade, em todo o livro, fazem-se confluir na capa e na contra-capa as personagens que defendem as cores respectivas, pondo em destaque o azul, causador da existência do fenómeno que observamos depois da chuva. O design opta por ilustração de páginas inteiras ou de meias-páginas, de acordo com as motivações textuais, Faz anteceder, também, cada história de uma página inteira da cor que nela se assume, deixando ficar uma risca vertical nas seguintes como proposta da continuidade do conceito.

A partir dos 8 anos

Manuela Maldonado