
O Livro de aprendiz de Feiticeiro
Kilby, Janice Eaton et aliae - Cascais: Arteplural, 2003
O livro começa por uma explicação de quem o escreve: tudo se precipita com um telefonema de um feiticeiro que, durante 600 anos compilou passes de magia e artefactos e vem pedir ajuda para esse espólio ser passado ao papel. Segue-se um prefácio do mago sobre magia. O primeiro capítulo é consagrado à explicação das insígnias mágicas, fornecendo o volume desenhos de moldes; o segundo trata das artes decorativas, passando pelo aspecto do quarto de um feiticeiro. A partir do terceiro, implica-se o leitor nas artes mágicas, distribuídas por áreas semânticas. Assim, entre outras, aparece a da alquimia, a da astronomia, a da diversão. Há também passos explicativos sobre criaturas mágicas, ambientes e ingredientes de feitiços: está a fazer-se a história do ramo.
A ilustração Lindy Burnett é uma explosão de cores, disseminadas por um abracadabra, de sugestões decorativas, ocupando grande parte das páginas ou coabitando equilibradamente com o texto escrito.
Esta publicação, satisfazendo os sonhos de um adolescente pela sua natureza, poderia ter um aproveitamento pleno numa feira de magia, em escolas de agrupamento, em que os mais velhos se ocupassem da feitura e manipulação dos feitiços mais complicados, ficando para os mais novos o papel de aprendiz, com pequenas tarefas, ou representassem, transfigurados, artefactos decorativos.
A partir dos 12 anos
Manuela Maldonado