O Tesouro.
Pina, Manuel António - 21ª ed., Porto, Campo das Letras, 2005.

 

Servindo-se da metáfora do País das Pessoas Tristes, que haviam perdido um tesouro – a Liberdade, o livro fala dos tempos do salazarismo e do contraste das condições existenciais dos autóctones com os turistas que os visitavam de cantos do mundo em que as democracias funcionavam.<br><br>Através do conector linguístico “Até que …”, o texto pretendendo exprimir a insustentabilidade do sofrimento das pessoas pela perda das suas liberdades essenciais, conta a revolução dos cravos de Abril de 74. Numa narração sóbria, mas com muito ritmo, comunica todo o movimento eufórico de esperança que o acontecimento suscitou.
Nas últimas páginas desfaz-se a metáfora pela identificação desse País com Portugal.
Pedagogicamente, apela-se às crianças para perguntar aos adultos dos seus círculos de convivência os pormenores de uma data tão importante na história portuguesa recente.
A ilustração, a cargo de Evelina Oliveira, é consonante com a escrita: emprestam-se tons negros aos habitantes do País Triste, com excepção das crianças e cores vivas aos turistas. A expressão gráfica e icónica convivem pacificamente no meio de um colorido contínuo, não há figuras em branco, tudo se viveu intensamente, tendo como motivos recorrentes, pelo seu simbolismo, os cravos e a pomba.

A partir dos 7 anos

Manuela Maldonado

 

O Autor

Manuel António Pina nasceu no Sabugal em 1943, mas é à cidade do Porto que se encontra muito ligado.
Licenciado em Direito por Coimbra foi, porém, noutras actividades que se deu a conhecer: jornalismo e literatura.
Colaborador de diversos jornais e revistas, também escreve textos para a rádio e a televisão. A par da literatura para adultos, também publica na área da literatura infanto-juvenil, onde tem umas dezenas de títulos.
Entre os prémios já recebidos, há a considerar o da Casa da Imprensa e da Gulbenkian para a Literatura Infanto-Juvenil.