Uma pequena história do Mundo
Gombrich, E. H. Lisboa: ed. Público, 2010

 

É um livro generalista, como sugere o título, aconselhável para os jovens e todos os que não tiveram acesso a estudos especializados. No prefácio, bem estruturado, escrito pelo neto do autor, dá-se conta das circunstâncias da sua elaboração.
No primeiro capítulo que começa pela fórmula, “Era uma vez”, o autor tece considerações muito interessantes sobre este modo de iniciar narrativas que, neste caso, será o começo da época da pré-história, perdida nos tempos e bastante nebulosa, ainda.
Em estilo coloquial, próprio do contador de histórias, a cronologia flui diante dos olhos do leitor que, da atenção, passa à fruição. Há inúmeros mapas ilustrativos dos temas tratados e, cada capítulo, depois de um título, é ilustrado por símbolos definidores de situações a enunciar, da autoria de Vera Tavares.
Porque o estilo é coloquial, o facto permite ao autor contar vivências pessoais durante as duas últimas grandes guerras.
A tradutora, Raquel Mouta, configura uma tradução muito satisfatória, própria de quem conhece bem os dois códigos linguísticos em presença.

 

A partir dos 10 anos

Manuela Maldonado

 

Biobibliografia

Pelo prefácio do livro, escrito pelo seu neto, sabemos que Ernst Gombrich era austríaco. Em 1935 tinha acabado de se doutorar pela Universidade de Viena, mas com o advento da segunda guerra mundial, os empregos escasseavam. Um jovem editor, seu amigo, pediu-lhe para traduzir do inglês uma História Universal para crianças. Não gostou e preferiu fazer a sua história do Mundo. Até morrer, aos 92 anos, foi-a sempre actualizando.
O sucesso tem sido enorme e está traduzida em várias línguas.
Diz o historiador: “Quero que os meus leitores se descontraiam e possam seguir a história sem precisar de tirar notas, nem de memorizar nomes e datas.”.